sábado, 21 de outubro de 2017

Bajuladores e a Arte de Engraxar

O que é um bajulador? O que define um bajulador? Porque existe um bajulador?
Vivemos numa sociedade que evoluiu em diversas áreas e de diversas formas e em algumas dessas “áreas” deu origem aos bajuladores.

Bajulador não é mais do que o comum “graxista” aquele que apesar de não concordar com 99% das decisões tomadas pelo chefe diz sempre que sim; aquele que mesmo sendo o que menos trabalha esta sempre do lado do chefe; aquele que se distingue por elogiar de forma constante e ilimitada e mesmo descarada o chefe mesmo quando este não tem razão ou até discorda do que foi feito.

Enfim…

Ser que é pouco profissional e até medíocre, ser que não colabora em equipa e tenta boicotar as equipas homólogas no sentido de obter distinção e notoriedade com a desgraça alheia. Individuo que apenas existe para ter projeção e não produção e em regra não tem características de líder mas sim de ovelha ou marioneta, seguidora do rebanho liderado pelo chefe.

Muitas pessoas certamente já tiveram “experiências” com graxistas e de uma forma ou outra aprenderam as formas de evitar conviver ou aprender a jogar o “jogo” de forma a evitar seguir tal tendência.

Mas como surgem e porque existem estes seres? Quem promove a existência deles no local de trabalho?

Bem, estes seres existem fruto de estratégias e conveniências por parte de chefes ( e não lideres) como forma de promover um domínio ou mesmo uma extensão do seu poder para com os outros colaboradores. Sim porque este ser não passa a ser mais que um peão do chefe que o usa para obter informação, que o usa como infiltrado para saber e espalhar informação pertinente e agir com estratégias pré concebidas contra ac
ções de revolta ou negativas.

A troco o chefe passa a mão pelo lombo do seu lacaio e este sente se “remunerado” por ser o menino lindo do chefe e desta forma o ciclo fecha com mais miminhos do bajulador para o chefe.

Os bajuladores não são mais que servos, cujas principais características são:
- Elogiar, sem motivos;
- Fomentar rumores e produzir intrigas;
- Servir de bufo ou informante;
- Defender seu chefe de forma indiscriminada;
- Busca constante de privilégios e benefícios ( horário, aumentos);
- Manipular os outros e ser manipulado pelo chefe.

No entanto a sua maior contribuição aos caos é criar um campo de distorção da realidade, basicamente criar diferentes alternativas para a mesma situação de forma a jogar com emoções e expectativas e poder agir consoante a sua necessidade. Criar um caos gerido por ele de forma mais ou menos controlada.

O que podemos dizer no fundo é que numa equipa todos produzem de uma forma geral e prova disso são os resultados apresentados pelas equipas e pela EQUIPA. No entanto aqueles que não produzem, precisam, de alguma forma, de apresentar resultados para poder sobreviver. É desta forma que os bajuladores entram em acção, no sentido de que apesar de nada fazerem estão presentes para apoiar o chefe nas decisões importantes e polémicas e desta forma serem “desculpados” do que não foi feito.

Mas… qual o problema em termos operacionais disto?

Bem, decisões de carácter técnico produzem resultados técnicos, decisões políticas produzem resultados políticos… resultados de alguém que não produz não finda em nada…

Cria se assim uma distorção da realidade, pois da à entender que aquele que nada faz em termos operacionais é o que mais benesse recebe em troco de facultar ilimitada bajulação ao seu chefe e tendo dele retorno aqueles extras que quem produz não tem.

Esta realidade alternativa acaba por criar uma transfiguração de como deveria ser e deixa o chefe cego, sendo este incapaz de diferenciar produção de bajulação.

Os chefes têm que se tornar lideres e desta forma livrar-se de bajuladores e serem eles próprios a pegar nas rédeas das equipas e ser capaz de atingir o cerne das coisas de forma útil, pratica e a favor de todos. A bajulação só ocorre porque existe a permissão do chefe e é dever dele por fim a isto de forma a existir equidade.

Quem bajula procura benefícios. Lideres que se dignem e trabalhem em prol do mérito, não toleram bajuladores. Isto além da questão ética e laboral. Até porque em regra um bajulador joga em benefício próprio e nunca se sabe com o que se pode contar desse ser.


Quem promove estes comportamentos, mais cedo ou mais tarde acabará por cair e ser exposto perante tudo e todos e as suas deficiências serviram de exemplo para melhoramento da produtividade.





sábado, 7 de outubro de 2017

Ciclos De Uma Vida

Desde o dia em que nascemos, começamos a envelhecer, a crescer, a preparar o nosso ser, a nossa vida para o futuro violento que se avizinha.

Passamos pela infância, onde como crianças, vivemos de forma despreocupada, aprendemos a sociabilizar e a criar bases, aprendemos a ter bases de valores e regras para aplicar no  presente e no futuro.

Segue o período da adolescência, onde as hormonas chamam por nós, onde o nosso corpo sofre alterações e evoluções, onde os nossos sentimentos se tornam instáveis e temos que aprender a controlar a nossa mente e o nosso coração. É ou deve ser o período em que os maiores desgostos surgem, em que a ansiedade domina a nossa forma de ser e de estar, altura de picos, de altos e de baixos, de teorias existenciais nas quais achamos que todo o mundo esta contra nós e ninguém gosta de nós. Período em se define o nosso futuro, onde os mais fortes emocionalmente se superam e tomam um caminho, período onde os mais irregulares caminham em sentido oposto. Qual o adequado?? Ninguém pode dizer. A vida são momentos.

Passamos a idade adulta, ao pico da maturidade intelectual e física, aqui e depois de muitos anos de estudos e de passar mais tempo na escoa, faculdade, entramos (ou não) no mercado de trabalho. Ai vem uma luta diferente, uma luta para ter um emprego, um salário, estabilidade(???) Onde iniciamos a nossa vida de contribuinte, de consumidor, de despesas, de contas, onde tudo se começa a tornar mais difícil para alguns que por opções passadas não vingaram para nesta altura ser "patrão" e não empregado, para ter um rendimento mais elevado da média, para poder ter e viver uma vida desafogada ou mesmo de luxos, em detrimento ao que trabalham de sol a sol para poder "sobreviver" as sanguessugas das contas e despesas.

Nesta altura da nossa vida temos que ver a vida como ciclos dentro de ciclos. A vida em si já é um ciclo que finda com a morte, no entanto no mundo laboral, há que saber jogar o jogo, há que saber como mexer-se e como vender sua imagem. No mundo laboral há que ir sempre a procura da empresa ideal, do momento certo para  passar da empresa A para a B e como mais valia. Temos que saber jogar o jogo e fazer com que a empresa onde estamos sinta necessidade de nós e de nos manter nas suas fileiras, temos que fazer a empresa que desejamos ver que somos de valor e temos as qualificações necessárias e que o nosso potencial ainda não foi atingido.

No entanto, isto tudo ocorre na teoria, pois na realidade para a maior parte senão todas as empresas, apenas somos números, mesmo que digam "as pessoas primeiro" na realidade o negocio é a essência de tudo e sem o negocio, não existiria empresa e sem empresa não haveriam empregos. No entanto a falácia perdura, simplesmente porque nós (empregados) somos o que faz a empresa ter lucro, ganhar dividendos e poder existir. Esse poder não é explorado da forma correcta, apenas porque há excesso de mão-de-obra e isto faz com que exista sempre forma de pagar menos e ter que trabalhar mais, mesmo que sejas o melhor e que fales idiomas.

Lei máxima das empresas: Ter mais por menos. Mesmo que essa pessoa vista a camisola e dê tudo por essa marca, por essa entidade. Quando a "empresa" não quer... Não terás. Mas se precisarem de ti serás contactado, convidado a assumir seja o que for sem necessidade de concurso, testes de aptidão, entrevistas e demais burocracias. Querer é poder.

No fim de cada mês chegamos a nossa conta e o que interessa no fundo é ter o vencimento para poder sobreviver mais um mês...

E passam os anos, passa a vida, passa a existência. Tudo o que começou com o nascimento, torna-se a rotina da vida... a rotina da luta e do marasmo do trabalho.

Passamos mais horas da nossa vida com pessoas estranhas, do que com os que mais gostamos, passamos o dia a trabalhar em vez de usufruir daquilo que é o mais valioso na vida... o TEMPO.

Vendemos o nosso tempo de forma barata e desafogada, sem noção que aquele dia, aquela hora, aquele minuto ou mesmo segundo jamais voltará. Perdemos algumas vezes momento únicos em família que não se repetirão. Perdemos nascimentos, alegrias, tristezas, o crescer dos nossos filhos, os primeiros passos... até a morte chegar e aí... olhamos para atrás e vemos como o tempo voa e a forma fútil que gastamos esse TEMPO.

Dinheiro trás bens materiais essenciais para viver neste mundo capitalista, no entanto sem tempo... o dinheiro de nada vale... sem tempo... não haveria existência.

A reflexão final será sempre: "será que gastamos o nosso tempo da melhor forma possível?"

Devemos viver os dias de forma intensa de forma a poder usufruir do tempo e não cair na rotina dos ciclos de forma monótona.

Quando no fim do tempo chegar, nessa altura poderemos então fazer a ultima avaliação sobre o tempo e perguntar nos se fizemos o que queríamos desta vida e se a vivemos pelas nossas regras ou pelas regras de outrem.

Live and let Die



O Circulo Quadrado FACEBOOK

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Socialmente Falando



Num mundo cada vez mais tecnológico, onde o tempo que passamos juntos é cada vez menor, fruto da alienação dos seres e do vício de recorrer ao mundo virtual para nos sentirmos “seguros” e para que o nosso índice de “coragem” suba e a nossa auto-estima cresça de forma a poder “lutar” e exibir-nos de forma controlada aos outros.

Tudo isto faz que a nossa ligação aos equipamentos se torne um vício, algo que aos poucos perdemos controlo, algo que aos poucos nos afasta da realidade e nos transporta para um mundo virtual onde não a limite para sonhar e fazer de conta. Mas na vida real isso traz custos elevados, custos que surgiram na nossa vida diária, na nossa forma de ver os familiares, os amigos, companheiros.

Velhos são os tempos em que mal existiam estes instrumentos de alienação e passávamos a maior parte do nosso tempo na rua a “brincar”, onde saia de manhã e só voltava para almoçar, saindo de novo para correr, saltar, viver experiencias e sentir a vida. Nessa altura não havia equipamentos móveis e tecnologias que servissem para avisar os meus pais. Estava por minha conta e risco, entregue a mim mesmo e aos meus amigos.

Velhos são os tempos em que saia de manhã para apanhar o bus e íamos todos as 7h30 para a praia, voltando só as 17h30 e sem nada nem ninguém para nos proteger senão nós mesmos.

Fui pioneiro em ter um Spectrum ZX, fui pioneiro em ter uma NES e um 386 em casa com ligação a internet, no entanto foi sempre o convívio que chamava mais alto, foi sempre ir jogar a bola, tocar as campainhas, ficar até tarde na conversa, ir ao cinema em grupo.

Hoje tudo se sabe, tudo se vê, tudo se coloca em público, tudo fica exposto, tudo… colocando as pessoas em mais risco… O facto de tudo se saber faz com que a nossa vida seja escrutinada, debatida, analisada, criticada com a nossa permissão.

Para que?  

Ter infinitos amigos nas redes sociais apenas serve de troféu para demostrar que estamos a transformar nos em seres virtuais… em que o contacto humano deixa de ter significado e tudo se faz pela Web.

No meu tempo tinha meia dúzia de Amigos e muitos conhecidos mas com os Amigos contava a 200% e eles em mim, o elo, a ligação era sem igual. Éramos parceiros, cúmplices, irmãos de 
brincadeiras.

Mesmo com o passar dos anos ainda tenho esses amigos, amigos desde os 7 anos, amigos que são eternos e que não precisam de um Like, de um ok numa foto, de um SMS… Amigos que quando os vejo, parece que estivemos sempre juntos e estamos juntos a toda hora.
Mesmo com as nossas vidas, mesmo com as nossas famílias, mesmo com tudo o que envolve um individuo estamos juntos. Um Telefonema, uma visita, um recordar dos tempos de criança… Uma vida.

Afinal sem estas experiencias, como o ser Humano se pode formar em relações sociais e poder aprender o que é a vida em sociedade e como funciona o mundo real. A ligação com outros seres num frente a frente libertador e emocionante em que tudo é uma evolução constante.

Ser um bicho social… ou ser socialmente um bicho… eis a questão.




sábado, 25 de março de 2017

Tempo de Mudar

Mudança.... algo assustador para muitos, algo aterrorizante para alguns, algo impensável para tantos... Mas afinal o que é a mudança e porque cria tanto terror em grande parte das pessoas.

Mudar é algo positivo quando feito da forma adequada, quando verificas que o teu ciclo esta a chegar ao fim e possuis as condições para poder ser o próprio a optar por essa mudança e que ela não seja imposta fruto ou consequências de si mesmo ou terceiros.

Mudança sabe bem quando atinges o topo e ficas acomodado a tua posição, sabendo que és especial, sabendo que és o líder e não o chefe, sabendo que apesar de haver opiniões divididas no que respeita ao gostarem ou não de ti és respeitado pelos teus colaboradores e pelos teus colegas e acima de tudo, quando os teus superiores sabem do teu valor, do teu empenho, da tua dedicação sem teres que abrir a boca nem engraxar ninguém.

Quando chegas a este ponto, está na altura de mudar para poder evoluir, crescer, assimilar mais conhecimento, aprender mais, ser melhor não só como profissional mas como pessoa.

Entrei no "meu" projeto em novembro de 2015, entregue a mim mesmo com mais 20 pessoas, sem processos, sem procedimentos, tudo novo, tudo diferente, tudo de raiz... No entanto aceitei o desafio e peguei nas rédeas desde então e lutei. Superei diversos obstáculos, geri diversos egos e personalidades, resisti a ventos e tempestades e ganhei meu lugar na "selva".

Hoje em 2017 posso dizer que tenho orgulho no meu trajeto e que hoje aprendi a ser menos chefe e todo líder.

Líder que promove seus colaboradores e os defende de tudo e todos, líder que apoia e motiva, líder que ajuda e suporta, líder que lidera mas não manda, pois as pessoas sabem o que devem fazer, como o fazer e o porque de o fazer.

Criei um grupo de pessoas completamente autónomo,  deleguei confiança, saber, e poder sem medo nem pavor, acreditei na minha gente e avancei sem olhar para atrás. Desta forma ajudei a projetar pessoas e a potencia las de forma a poderem subir na hierarquia, Pelas minhas mãos subiram cerca de 10 elementos, pessoas de excelência com as quais tive o privilegio de trabalhar. Pessoas que já tinham tudo dentro delas e eu apenas me limitei a motivar e projetar e, mais que tudo a acreditar nelas de forma a lhes transmitir confiança.

Foram chefes, qualidades, supervisores, formadores, enfim...

Foram pessoas que mereciam e que apenas limei para o futuro.

Passei por maus bocados, nos quais estive quase a chegar a um ponto de rutura, isto por ter tido uma ação de lealdade para com a casa que me emprega e em prol da situação laboral de muitos. Foi nessa altura que... sofri e cheguei a duvidar de mim mesmo, foi nesta altura que mais cresci ao ouvir vocês difamatórias, boatos e rumores  de pessoas sem valor que apenas queriam vingança, foi nesta altura que contra ventos e marés me mantive firme e sobrevivi.

Após esta prova, posso dizer que aprendi muito de mim mesmo, aprendi mais ainda das pessoas e comportamentos e de como a parte emocional tem um impacto enorme no ser humano. Aprendi que o síndrome de rebanho existe quando falsos profetas tentam vender banha de cobra e que apenas os verdadeiros lideres vencem.

Tal como um certo treinados português posso dizer hoje que SOU o special one. Sou neste momento o motor afinado de uma maquina que quando ficar sem ele, abrirá os olhos para uma outra realidade e que se não souber resolver o o obstáculo criado sem necessidade alguma, poderão sempre contar comigo para mais uma vez não deixar o barco naufragar.

Abrir mão do MVP é um ato arriscado e ousado que se não feito da forma adequada poderá ser fatal.

As pessoas que me deram esta maravilhosa oportunidade de sentir e viver este projeto, meu sincero obrigado. Ainda obrigado a quem me ouviu e ajudo a progredir nesta nova etapa da minha carreira e referir que darei como sempre meu melhor e continuarei meu caminho rumo ao sucesso.

Aos meus colaboradores... Moon Trip is the best Team Ever existed, I am proud of you.

Long live and prosper

I will redesign, rebuild and reclaim.

One step down to make to steps up.



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Honestidade em Tempos de Crise

Ser honesto nos dias de hoje... Ser alguém capaz de honrar valores e ter personalidade o suficientemente forte para fazer frente a adversidade e a aqueles que... tremem com a verdade.

Num planeta em que a globalização é mais que uma realidade, num continente em que as culturas interagem constantemente, num País em que o desenrasca é comum a todos e pior ainda, onde a "chico esperteza" é a rainha das posturas quando se pretende "dar a volta" ao sistema, ou tirar proveito do sistema em beneficio próprio. Sim neste contexto são raros os casos em que do fundo das trevas e da penumbra sai um alguém com estofo o suficiente de gritar VERDADE.

Desde o exemplo dado por políticos, esquemas montados por famosos, fugas ao fisco de vedetas, torna se óbvio que o comum mortal, o povo, tenha o desejo de participar deste "banquete" de oportunidades e de fazer dinheiro fácil. Pena que seja nesta altura que as pessoas abdicam dos seus princípios e virtudes em prol de interesses obscuros.

Sim, vendem a alma ao diabo para poder entrar no mundo da marosca e da aldrabice, vestem a pele de cordeiro deixando sair o lobo dentro deles a caça de oportunidades e sem escrúpulos para com os outros. Sendo capazes de passar por cima de tudo e de todos para lucrar, ganhar e ter a falsa sensação de vitoria, o falso orgulho de vencedor... Enfim, pobres de alma, mas ricos de... Nada.

Mas quando surge alguém diferente, alguém com coragem, alguém com capacidade de fazer frente as adversidades em  prol de um bem comum, em prol do bem estar de todos, aí,,, bem aí as coisas mudam. Os lobos tremem e tornam se fuinhas, cobras, víboras, capazes de tentar denegrir e destruir aquele que põe em risco as suas maroscas, aqueles que vão acabar com a mentiras e voltar a trazer as verdades a luz.

É nesta altura que conseguimos ver quem é verdadeiro connosco e quem não o é, é nesta altura que sabemos quem é nosso aliado e quem esta contra nós, é nesta altura que muitos que te apoiavam te viram as costas e aqueles que pensavas que estavam longe ficam perto. É assim que filtras o trigo do joio e possuis a capacidade de avançar e vingar no meio da selva laboral.

O bulling laboral  torna se uma realidade e tentam derrubar a origem da sua miséria.

Mas quem não deve não teme, quem tem costas largas e personalidade de ferro enfrenta o cabo das tormentas e chega ao cabo da boa esperança. Com ousadia, com certeza, com firmeza e acima de tudo com verdade.

Medo... Essa palavra que significa tanto mas quer dizer tão pouco quando é sobreposta por verdade, por coragem.

O destino depois encarrega se do resto e a justiça é servida de forma clara e inequívoca. Pena que depois os frutos dessa honestidade e coragem não sejam os devidos, mas quem faz o que faz pelos valores, não espera recompensa. A recompensa é o facto de ter a consciência tranquila e saber que o dever foi cumprido.

Num mundo cada vez mais global, os valores se diluem cada vez mais e pessoas honradas são raras, tais como os amigos. Que sejam poucos e bons.

Atirem me aos lobos, que eu voltarei líder da matilha!!!

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Tempo de Reflexão



Alguma vez alguém parou para reflectir sobre algo que fez? Alguma vez alguém parou para reflectir antes de fazer algo? Alguma vez alguém parou para reflectir sobre o que ira fazer?

Alguns dizem que sim, outros nem sempre e uns tantos sim. No fundo a questão é: O que é a reflexão?

Reflectir, pensar, raciocinar, são conceitos que existem na nossa mente mas que nem sempre usamos da melhor forma. Em analogia ao reflectir estão os impulsos e as emoções, elas servem para deturpar e influenciar a forma como reflectimos, como pensamos, como desejamos agir mas não o fazemos ou agimos sem pensar e o resultado é o menos positivo possível.

Nos dias que correm há inúmeras pessoas que vivem ao ritmo dos impulsos e das emoções e numa sociedade em velocidade de cruzeiro é natural os níveis de stress e a quantidade de hormonas a efervescer no sangue, além de sentimentos e sensações escondidas no nosso subconsciente, fazerem que pequenas situações banais se tornem o gatilho para explodir e desabafar toda aquela pressão que estava dentro de nós sem… Reflectir.

É nestas alturas que não possuímos a capacidade e a racionalidade de nos condicionarmos a nossa forma civilizada e é nestas alturas também que o nosso instinto animal sai para fora e voltamos aos primórdios dos tempos das cavernas em que a força bruta, a irracionalidade e a lei da sobrevivência imperam sobre anos de evolução.

Temos exemplos das claques desportivas, pessoas banais no seu dia-a-dia, com enumeras sensações ofuscadas dentro de si, com frustrações e tristezas, com os problemas do dia-a-dia, que chegam ao circo máximo e transformam sua forma de ser e de estar tornando se gladiadores do inconsciente e procurando detalhes para poder desabafar tudo o que está refundido no seu intimo. Este é um exemplo de como um ser racional, ( ou não) no seu dia-a-dia é um ser pacato e afável e por causa de clubismos e tribalismos se torna um selvagem, por causa de uma equipe e de jogadores supra valorizados que desconhecem o adepto anónimo e que no fim do jogo vão para casa descansar ou vão ter com amigos da equipa adversaria jantar ou festejar. Isto enquanto o adepto põe inúmeras coisas em jogo por aqueles elementos.

Quem fala disto fala dos colegas de trabalho, pessoas com quem trabalhamos durante anos, convivemos dia-a-dia até por vezes mais que as nossas famílias e no entanto… bastam pequenos detalhes como uma promoção, um aumento, um elogio do patronato e por ele são capazes de por esse companheirismo laboral em jogo para poder ficar com os louros e frutos muitas vezes fruto do trabalho de outros.

A ganância, a inveja, a impotência de fazer melhor, a raiva, a limitação… Todas estas coisas tornam o ser humano mais perigoso. Torna o capaz de fazer tudo para chegar ao Porto pretendido e depois não sabe reconhecer que foi por causa própria que fracassou. Achou que com atalhos e retalhos poderiam chegar ao cume, achou que ser “Chico esperto” era o passo a dar e que nunca ninguém saberia das coisas que foram ditas… feitas… e que nunca sofreria as consequências dos seus actos.

Saber pensar, saber calcular o risco, saber ponderar…Enfim saber reflectir é a chave para o sucesso pois só usando a nossa mente, o nosso raciocínio de forma sabia e consciente poderemos ser alguém e chegar a algum lado. 



sábado, 23 de julho de 2016

The Return...

Muito tempo passou muita coisa mudou...

O extremismo esta nas bocas do mundo, eles andam ai por todo o lado a espreita de oportunidade a espreita de protagonismo.

Violência gratuita para inocentes que nada fizeram e que agora pagam pelos atos dos seus governantes. Sim porque esta historia não apareceu do nada, ou acham que após anos de marginalização e de constante opressão por parte das potências isto não ia chegar onde está agora?

Durante anos foram criticados, recriminados, bombardeados, roubados e criticados pelos ocidentais em tudo o que fazem, dizem o pretendem, criou se um sensacionalismo brutal para com as religiões não cristãs e contra tudo o que não é capitalista e democrático.

 Atenção que nada justifica os atos que agora estão a ocorrer, pois quem deveria levar com as consequências deveriam ser os políticos esfaimados de riqueza e de poder que autorizaram atrocidades e barbaridades e agora saem impunes desta situação. Afinal criar guerras para sustentar a industria de armamento e renovar arsenais é muito giro e interessante e se podem ainda roubar ouro e petróleo  melhor. No entanto aquilo que vem para o povo é a desculpa eterna... " Estavam a construir armamento de destruição de massas... Armamento nuclear..." Mas e estas pessoas que apontam o dedo não possuem ditas tecnologias? Não praticam atos de barbárie, não massacram pessoas e as torturam tendo como motivação o dinheiro e lucro?

Em toda ação existe uma ré ação e neste caso estamos a sofrer as consequências dessa ré ação. O pior é que somos nós civis que pagamos está fatura... afinal já não fosse hábito ser o povo a levar com tudo e os verdadeiros culpados a ficarem no seu bunker bem salvaguardados. Interesses governa, influências dominam, dinheiro impera e o povo que leve com os restos.

As pessoas possuem demasiadas liberdades, continuo a ouvir que na altura de Salazar nada disto era assim, as pessoas viviam na linha, havia comida e trabalho. Existe um saudosismo por ter esses tempos de volta, verdade ou não, certo ou não o sentimento anda ai.

No meu ponto de vista, o ser Humano não foi feito para ter liberdade extrema, o ser Humano é um ser que quando possui demasiado de algo, torna o banal e exige mais, mesmo quando não existe mais ou esse mais é inatingível ou ilegal. Qualquer dia voltamos a época dos cowboys e do velho oeste em que podemos matar a tiro quem desejarmos só porque não gostamos da sua cara.

Regras, leis, rotinas, hábitos, tudo são formas do ser Humano seguir um caminho sem se distanciar demasiado da realidade. Sem elas voltamos lei da selva onde o mais forte ganha.

É tempo de acordar e apontar o dedo a quem realmente é culpado por estas atrocidades, por estes atentados e criar normas severas de punir estas atitudes. Que futuro nos espera? Qual o destino que nos aguarda? Estamos preparados para sacrificar a vida e o futuro dos nossos filhos?

Cansado de ver a passividade das pessoas perante governos que nada fazem, que falam falam e falam mas na realidade é sempre mais do mesmo...

Tu fazes a diferença, todos fazemos a diferença... Basta querer.