sexta-feira, 27 de abril de 2018

LIFE

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So … What is life? What does life really means… Why do we live, why are we here? What is our purpose in this path called life?

We call our self-humans and we believe we are a higher species and on top of everything and all other species, but… Do we really know what we are?

We are born in a fragile way and we need care and protection since day 0 (zero) we need support, if we are so superior… why do other species do not need this kind of “handling” in such a tender age?

As we grow we take the values and educations from our elder and we become teenagers, we deal with several different emotions and we learn the meaning of been in love and caring for someone else besides ourselves. We study and learn how to live in society and then after some years we create our own concept of family, at the end we grow in to older people and at the bottom… a whole six feet underground is our final destination.

This is the regular path of a “good” life, putting aside money and fame and other stuff like real state, cars, bikes and material stuff.

But on regular life… rich or poor there is an equation that nobody usually counts, it is disease… In a modern’s world is not understandable how the pharmaceutical industry still believe that we need virus and diseases and other things and that this is the root for their profit. So for them to have jobs and money, they must be bad thing in the world and they cannot be cured in a fast way because if not they will lose money. They have to sell the cure slowly and making people pay “the price” for that.

This is the world we live in, a world of interests a world were life has lost the real meaning and we live to work and to win money to survive, a world when   you really think you are doing all good and then… lightning strikes and… you wake up for the reality.

Life is so fragile, life is so short, life is so hard and intense, sometimes… life is so sad.

Happiness are moments in that life, moments that on the start you take as special, but as time passes by you turn them in something granted and they lose meaning. Only when you have  sad and hard moments you appreciate again those moments, but then you still forgot them yet again.

So… Do we really search happiness? What is the point of searching happiness if we do not value happiness and we shooed… Do we prefer sadness and tears? Do we need those to value happiness and nevertheless we do not value it as needed?  

Life passes by and we take no action to improve our life… each second, each minute, each hour, each day that passes is time we will never catch back and it is gone.

And if life is unfair with us we can… have a sudden situation when our life ends and… that’s it.. We are gone and all we did will stay for the living and the living will cry for us and after some months, years all will go on.

Take a couple of minutes in your life each day and think about this, think that been with your family and talk with them, play with them, enjoy them and your quality life will improve, and the moments of happiness will be more valued and all will be better.

“Nothing is created, nothing is destroyed, and everything is transformed”

domingo, 11 de março de 2018

Ultima Oportunidade ou Renascer no Mundo Laboral


Todo ser Humano nasce… Todo ser Humano tem ambições… Todo ser Humano quer ter sucesso e crescer, evoluir obter mais responsabilidades e com elas mais sucesso e mais dinheiro e reconhecimento.

Entramos no mercado de trabalho mais tarde que há uns seculos no entanto as exigências do mercado de trabalho cada vez mais aumentam e muitas vezes sem objetivos S.M.A.R.T (inteligentes).
Começam por pedir pessoas novas, no entanto com anos de experiência… Pedem pessoas com idiomas nativos e trilingues as vezes, no entanto a remuneração afeta a essas características é abaixo da média. Pedem pessoas com licenciatura, mestrado, doutoramento, no entanto os valores mais uma vez não correspondem, na maior parte dos casos, as skills dessas pessoas.

Afinal o que conta para as empresas?

Vejamos:

Idade – Será que é mesmo pela idade que muitas empresas querem pegar quando apenas querem pessoas “novas” ou estagiários? Será pelo facto de não possuírem “muletas” e “vícios” que muitas vezes os mais velhos são postos de lado em detrimento de pessoas mais novas e menos experientes?

CV: Pessoas com um Cv notável e com experiencia na área a qual se candidatam as vezes “assustam” as empresas pois as mesmas não contactam por achar que o vencimento desejado será elevado e não pretendem contratar alguém nessas condições quando podem ter duas pessoas com um CV abaixo da média e por um custo residual.

Boatos: Sim esses fruto de antigos colegas ou chefias que por terem tido uma experiência menos positiva e saíram da atual empresa, acabam por “minar” pessoas previamente marcadas na empresa anterior para as mesmas caso desejem migrar de empresa sejam barradas a porta.

Habilitações Literárias: Para além do canudo “obrigatório” mas ao mesmo tempo sinonimo de “tabu” existem os idiomas. Bem no que respeita ao canudo, o obrigatório vem fruto das exigências da sociedade que em vez de produzir pessoas diferentes, no que respeita a profissões, acaba por criar sempre mais do mesmo, sejam doutores ou engenheiros  e o mercado satura com tanta gente ao ponto que estes “doutores” acabam por aceitar trabalhos menores por valores abaixo da media… resultado… o mercado fica revirado pois pessoas com menores competências não vão encontrar trabalho se existir um “doutor” para a mesma função e mesmo que este não tenha experiência.

O facto de existir excesso de mão de obra deturpa o mercado de trabalho pois havendo pessoas desesperadas que aceitam qualquer valor para desempenhar uma função, estão a viciar os sistema, dizendo lhe que há pessoas dispostas a ganhar menos por uma função que antes era bem remunerada.

Os idiomas são outro estigma, querem pessoas que falem idiomas de nacionalidade local e tem que ser nativo e com inglês fluente… Mais Inglês a falar espanhol ou mesmo trilingues que falem Italiano, Espanhol e inglês.

Hora bem se falo mais que um idioma e tendo em conta que uma pessoa fala de forma adequada e fluente o idioma deve sem margem de dúvida ser alguém valido e adequado e que deve possuir uma remuneração adequada as suas competências. Isto indiferentemente se possui ou não licenciatura, mestrado ou doutoramento.

Enfim… Mercado de trabalho… Se somos novos é porque somos novos e por essa razão os salários são baixos… Se temos o que é preciso… ou somos excelentes ou temos sorte “C” e recebemos adequadamente ou vamos parar ao mercado mais baixo em que excedemos as competências mas o vencimento não reflecte tal.

Por ultimo somos “maiores” e já não servimos pois a empresa quer criar uma equipa jovem e com ambição…

Considero que muitas vezes as pessoas não mudam de emprego por medo de sair da zona de segurança, medo de recomeçar e arriscar. Desta forma resignam se a sua situação de efetivo e sua ambição fica no esquecimento, preferindo ter algo como garantido que perder a grande.

É assim que se controla o trabalhador e o mercado de trabalho. É assim que se desmotiva e se torna alguém excepcional um “trapo”. É assim que se perdem bons profissionais.

Os caprichos das empresas com modas e afins, ignoram os bons trabalhadores, aqueles que vão vestir a camisola e suar pela empresa, apesar de velho, novo, doutor ou não.

Todos temos direito a “vender “ a nossa imagem e o nosso profissionalismo e todos mas TODOS temos direito a uma oportunidade.




domingo, 17 de dezembro de 2017

Dezembro, Natal... e Contas

É Dezembro, o Natal esta a porta, os subsídios já caíram, esta na hora de comprar a felicidade, de endividar-se com empréstimos e cartões. Esta na hora de pagar faseado e “penhorar” as nossas vidas.
Natal… Mas o que é (desculpem) o que foi o Natal… Pois bem indo as origens do “conceito” Natal é uma festa religiosa que comemora o nascimento de Jesus Cristo. É a partir desta data que se inicia o nosso “calendário” e o ano 0 (zero) é depois deste dia que passa a ser D.C e deixa de ser A.C.

Mas… como se deturpou este conceito? Como se tornou tão Capitalista e consumista?

Bem… No início esta data apenas servia para celebrar o nascimento de Jesus Cristo como já referi. Para os católicos é a celebração máxima, pois o nasceu nesta data o salvador, aquele que limpara dos pecados o ser Humano e que se sacrificara por todos nós. E neste sentido e respeitando os católicos, não vejo mal algum com esta situação. É uma crença é uma fé e cada um é livre de aceitar a religião que desejar.
No entanto e dando seguimento a esta ideia, o festejar o nascimento do salvador deveria ser não mais que uma reunião familiar, um convívio entre famílias ou entre pessoas ou mesmo entre etnias para celebrar algo que aconteceu.

Mas o conceito começou a deturpar com a “democracia” com o “capitalismo” em que as pessoas se viram obrigadas a adquirir bens (prendas), a adquirir decoração e a seguir padrões sociais impostos todos os anos. Mesmo o conceito de “pai” Natal é algo modificado para interesses económicos e sociais. Seguindo a corrente religiosa da data, foi em Janeiro que os “reis magos” ofereceram ouro, mirra e incenso a Jesus Cristo, não no dia do seu nascimento.

Afinal festejamos o nascimento de um ser especial, ou festejamos o consumismo e o capitalismo da sociedade?

Sim porque há que comprar as prendas para os sobrinhos, para os primos, para os sogros, para os irmão e ainda para os filhos ou os netos, dependendo do agregado familiar. Desperdiçar as economias para ficar bem socialmente e não nos chamarem forretas ou anti qualquer coisa. Mesmo as pessoas com poucos bens e rendimentos, são “obrigados” socialmente a gastar para estar integrados na sociedade e não ser marginalizados por ela.

Sim podemos optar mas… fiar mal perante os outros… ui e se o vizinho sabe que não oferecida nada a fulano… e ainda as comparações… sim porque depois entre eles comentam o que receberam e muitas vezes criticam a oferta como se de estatuto de trata se ou… ainda como se o valor da prenda importa-se.

É o simbolismo, é o espirito, é o afeto entre os pares, é o convívio familiar que conta e não quem gasta mais em que ou porquê.

É o consumismo, o desperdício, é o lixo, é a poluição quando meio mundo passa fome e é explorado pela outra metade.

Obviamente não devem privar-se das coisas que mais gostamos, nem deixar de festejar, trata se de educar a mentalidade, de ser comedidos, de ser Humanos.

 Como adenda, de referir que todos os seres vivos são filhos de Deus e de Jesus Cristo. E para todos os católicos e religiosos em geral um alerta:

- Respeitar os animais é um dever de todos nós

- Não compre animais em lojas

- Se adotar, não o faça apenas porque é natal, esse ser vivo que adotou não é brinquedo, tem vida, tem alma, tem emoções e não é lixo.

- Se adotou não o abandone depois do natal só porque a festa acabou. Religião é sinonimo de respeito por todo o ser vivo do planeta.




Um Feliz natal para todos  e que estejam juntos com as pessoas que mais prezam.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Portugal, Politics, Fires… Convenience and Strategies

Last summer hell came down in Portugal. It all started in Pedrogão a small city/village surrounded by forest and somewhat isolated from “civilization”.  Somehow in the “perfect time frame a supposed “lightning” from a dry storm reached a tree and started this fire. A fire that in seconds spread through the entire region and came near houses and roads. People started running from the fire other preferred to try to save their houses and goods, none of them thought of what was the price to pay for each choice made.

The ones that were to their cars… they entered a road with no return as the fire surrounded the cars and burned all hopes by taking their life’s… the ones that stayed at home had almost the same “luck” as the fire devoured their houses and destroyed all in seconds.

A couple of weeks later almost in the start of autumn another fire in de region of Leiria started… Once again with no knowledge of what really deployed the fire, but with the same ending as the fire searched for fuel and destroyed one of the most important forests in Portugal as the pinhal of Leiria was almost doomed.

This pinhal was seeded by D. Dinis in the XIII century as per the need to build the boats that would lead to the discoveries to India and bring the spices to Europe.

700 years destroyed in 24h.

Is sad to see that something that was seeded so long ago was destroyed in a couple of… hours.
 Now, the question is why? Who did this? With what purpose?
The dark side of the story could be corporative interest and also political and economic.

Why?

As the trees that were seeded on Portugal long ago, were pinheiros, a tree that has no real value for the production of paper and that was changed for eucalyptus in the early years. This kind of tree is very useful for cellulose that is the perfect ingredient for the production of paper. The worst about this tree is the fact that needs lots of water to grow and also destroys the ground as it dries it and takes all the nutrients needed for the rest of the plants to grow.

As the factories need more cellulose they need to seed more eucalyptus and for that they need land to make them grow… the rest… well I let you to make the thinking.

Poor of   the people that had to pay the price of the greed of others, poor of the fire fighters that gave their life to save others.

Shame on the government that applied several hundreds of Euros on the SIRESP technology to prevent catastrophe and did not work… shame on the people that profit from this kind of situations and even for those that go plunder the rests of what was destroyed.

Shame on the government that did not applied all the options they had with shoppers, plains and military help.

Something must change, we are in a season of lack of water, almost winter and still no rain on the near days. No water in the dams the rivers are starting to dry.


Are the dark ages back again?


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sábado, 21 de outubro de 2017

Bajuladores e a Arte de Engraxar

O que é um bajulador? O que define um bajulador? Porque existe um bajulador?
Vivemos numa sociedade que evoluiu em diversas áreas e de diversas formas e em algumas dessas “áreas” deu origem aos bajuladores.

Bajulador não é mais do que o comum “graxista” aquele que apesar de não concordar com 99% das decisões tomadas pelo chefe diz sempre que sim; aquele que mesmo sendo o que menos trabalha esta sempre do lado do chefe; aquele que se distingue por elogiar de forma constante e ilimitada e mesmo descarada o chefe mesmo quando este não tem razão ou até discorda do que foi feito.

Enfim…

Ser que é pouco profissional e até medíocre, ser que não colabora em equipa e tenta boicotar as equipas homólogas no sentido de obter distinção e notoriedade com a desgraça alheia. Individuo que apenas existe para ter projeção e não produção e em regra não tem características de líder mas sim de ovelha ou marioneta, seguidora do rebanho liderado pelo chefe.

Muitas pessoas certamente já tiveram “experiências” com graxistas e de uma forma ou outra aprenderam as formas de evitar conviver ou aprender a jogar o “jogo” de forma a evitar seguir tal tendência.

Mas como surgem e porque existem estes seres? Quem promove a existência deles no local de trabalho?

Bem, estes seres existem fruto de estratégias e conveniências por parte de chefes ( e não lideres) como forma de promover um domínio ou mesmo uma extensão do seu poder para com os outros colaboradores. Sim porque este ser não passa a ser mais que um peão do chefe que o usa para obter informação, que o usa como infiltrado para saber e espalhar informação pertinente e agir com estratégias pré concebidas contra ac
ções de revolta ou negativas.

A troco o chefe passa a mão pelo lombo do seu lacaio e este sente se “remunerado” por ser o menino lindo do chefe e desta forma o ciclo fecha com mais miminhos do bajulador para o chefe.

Os bajuladores não são mais que servos, cujas principais características são:
- Elogiar, sem motivos;
- Fomentar rumores e produzir intrigas;
- Servir de bufo ou informante;
- Defender seu chefe de forma indiscriminada;
- Busca constante de privilégios e benefícios ( horário, aumentos);
- Manipular os outros e ser manipulado pelo chefe.

No entanto a sua maior contribuição aos caos é criar um campo de distorção da realidade, basicamente criar diferentes alternativas para a mesma situação de forma a jogar com emoções e expectativas e poder agir consoante a sua necessidade. Criar um caos gerido por ele de forma mais ou menos controlada.

O que podemos dizer no fundo é que numa equipa todos produzem de uma forma geral e prova disso são os resultados apresentados pelas equipas e pela EQUIPA. No entanto aqueles que não produzem, precisam, de alguma forma, de apresentar resultados para poder sobreviver. É desta forma que os bajuladores entram em acção, no sentido de que apesar de nada fazerem estão presentes para apoiar o chefe nas decisões importantes e polémicas e desta forma serem “desculpados” do que não foi feito.

Mas… qual o problema em termos operacionais disto?

Bem, decisões de carácter técnico produzem resultados técnicos, decisões políticas produzem resultados políticos… resultados de alguém que não produz não finda em nada…

Cria se assim uma distorção da realidade, pois da à entender que aquele que nada faz em termos operacionais é o que mais benesse recebe em troco de facultar ilimitada bajulação ao seu chefe e tendo dele retorno aqueles extras que quem produz não tem.

Esta realidade alternativa acaba por criar uma transfiguração de como deveria ser e deixa o chefe cego, sendo este incapaz de diferenciar produção de bajulação.

Os chefes têm que se tornar lideres e desta forma livrar-se de bajuladores e serem eles próprios a pegar nas rédeas das equipas e ser capaz de atingir o cerne das coisas de forma útil, pratica e a favor de todos. A bajulação só ocorre porque existe a permissão do chefe e é dever dele por fim a isto de forma a existir equidade.

Quem bajula procura benefícios. Lideres que se dignem e trabalhem em prol do mérito, não toleram bajuladores. Isto além da questão ética e laboral. Até porque em regra um bajulador joga em benefício próprio e nunca se sabe com o que se pode contar desse ser.


Quem promove estes comportamentos, mais cedo ou mais tarde acabará por cair e ser exposto perante tudo e todos e as suas deficiências serviram de exemplo para melhoramento da produtividade.





sábado, 7 de outubro de 2017

Ciclos De Uma Vida

Desde o dia em que nascemos, começamos a envelhecer, a crescer, a preparar o nosso ser, a nossa vida para o futuro violento que se avizinha.

Passamos pela infância, onde como crianças, vivemos de forma despreocupada, aprendemos a sociabilizar e a criar bases, aprendemos a ter bases de valores e regras para aplicar no  presente e no futuro.

Segue o período da adolescência, onde as hormonas chamam por nós, onde o nosso corpo sofre alterações e evoluções, onde os nossos sentimentos se tornam instáveis e temos que aprender a controlar a nossa mente e o nosso coração. É ou deve ser o período em que os maiores desgostos surgem, em que a ansiedade domina a nossa forma de ser e de estar, altura de picos, de altos e de baixos, de teorias existenciais nas quais achamos que todo o mundo esta contra nós e ninguém gosta de nós. Período em se define o nosso futuro, onde os mais fortes emocionalmente se superam e tomam um caminho, período onde os mais irregulares caminham em sentido oposto. Qual o adequado?? Ninguém pode dizer. A vida são momentos.

Passamos a idade adulta, ao pico da maturidade intelectual e física, aqui e depois de muitos anos de estudos e de passar mais tempo na escoa, faculdade, entramos (ou não) no mercado de trabalho. Ai vem uma luta diferente, uma luta para ter um emprego, um salário, estabilidade(???) Onde iniciamos a nossa vida de contribuinte, de consumidor, de despesas, de contas, onde tudo se começa a tornar mais difícil para alguns que por opções passadas não vingaram para nesta altura ser "patrão" e não empregado, para ter um rendimento mais elevado da média, para poder ter e viver uma vida desafogada ou mesmo de luxos, em detrimento ao que trabalham de sol a sol para poder "sobreviver" as sanguessugas das contas e despesas.

Nesta altura da nossa vida temos que ver a vida como ciclos dentro de ciclos. A vida em si já é um ciclo que finda com a morte, no entanto no mundo laboral, há que saber jogar o jogo, há que saber como mexer-se e como vender sua imagem. No mundo laboral há que ir sempre a procura da empresa ideal, do momento certo para  passar da empresa A para a B e como mais valia. Temos que saber jogar o jogo e fazer com que a empresa onde estamos sinta necessidade de nós e de nos manter nas suas fileiras, temos que fazer a empresa que desejamos ver que somos de valor e temos as qualificações necessárias e que o nosso potencial ainda não foi atingido.

No entanto, isto tudo ocorre na teoria, pois na realidade para a maior parte senão todas as empresas, apenas somos números, mesmo que digam "as pessoas primeiro" na realidade o negocio é a essência de tudo e sem o negocio, não existiria empresa e sem empresa não haveriam empregos. No entanto a falácia perdura, simplesmente porque nós (empregados) somos o que faz a empresa ter lucro, ganhar dividendos e poder existir. Esse poder não é explorado da forma correcta, apenas porque há excesso de mão-de-obra e isto faz com que exista sempre forma de pagar menos e ter que trabalhar mais, mesmo que sejas o melhor e que fales idiomas.

Lei máxima das empresas: Ter mais por menos. Mesmo que essa pessoa vista a camisola e dê tudo por essa marca, por essa entidade. Quando a "empresa" não quer... Não terás. Mas se precisarem de ti serás contactado, convidado a assumir seja o que for sem necessidade de concurso, testes de aptidão, entrevistas e demais burocracias. Querer é poder.

No fim de cada mês chegamos a nossa conta e o que interessa no fundo é ter o vencimento para poder sobreviver mais um mês...

E passam os anos, passa a vida, passa a existência. Tudo o que começou com o nascimento, torna-se a rotina da vida... a rotina da luta e do marasmo do trabalho.

Passamos mais horas da nossa vida com pessoas estranhas, do que com os que mais gostamos, passamos o dia a trabalhar em vez de usufruir daquilo que é o mais valioso na vida... o TEMPO.

Vendemos o nosso tempo de forma barata e desafogada, sem noção que aquele dia, aquela hora, aquele minuto ou mesmo segundo jamais voltará. Perdemos algumas vezes momento únicos em família que não se repetirão. Perdemos nascimentos, alegrias, tristezas, o crescer dos nossos filhos, os primeiros passos... até a morte chegar e aí... olhamos para atrás e vemos como o tempo voa e a forma fútil que gastamos esse TEMPO.

Dinheiro trás bens materiais essenciais para viver neste mundo capitalista, no entanto sem tempo... o dinheiro de nada vale... sem tempo... não haveria existência.

A reflexão final será sempre: "será que gastamos o nosso tempo da melhor forma possível?"

Devemos viver os dias de forma intensa de forma a poder usufruir do tempo e não cair na rotina dos ciclos de forma monótona.

Quando no fim do tempo chegar, nessa altura poderemos então fazer a ultima avaliação sobre o tempo e perguntar nos se fizemos o que queríamos desta vida e se a vivemos pelas nossas regras ou pelas regras de outrem.

Live and let Die



O Circulo Quadrado FACEBOOK

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Socialmente Falando



Num mundo cada vez mais tecnológico, onde o tempo que passamos juntos é cada vez menor, fruto da alienação dos seres e do vício de recorrer ao mundo virtual para nos sentirmos “seguros” e para que o nosso índice de “coragem” suba e a nossa auto-estima cresça de forma a poder “lutar” e exibir-nos de forma controlada aos outros.

Tudo isto faz que a nossa ligação aos equipamentos se torne um vício, algo que aos poucos perdemos controlo, algo que aos poucos nos afasta da realidade e nos transporta para um mundo virtual onde não a limite para sonhar e fazer de conta. Mas na vida real isso traz custos elevados, custos que surgiram na nossa vida diária, na nossa forma de ver os familiares, os amigos, companheiros.

Velhos são os tempos em que mal existiam estes instrumentos de alienação e passávamos a maior parte do nosso tempo na rua a “brincar”, onde saia de manhã e só voltava para almoçar, saindo de novo para correr, saltar, viver experiencias e sentir a vida. Nessa altura não havia equipamentos móveis e tecnologias que servissem para avisar os meus pais. Estava por minha conta e risco, entregue a mim mesmo e aos meus amigos.

Velhos são os tempos em que saia de manhã para apanhar o bus e íamos todos as 7h30 para a praia, voltando só as 17h30 e sem nada nem ninguém para nos proteger senão nós mesmos.

Fui pioneiro em ter um Spectrum ZX, fui pioneiro em ter uma NES e um 386 em casa com ligação a internet, no entanto foi sempre o convívio que chamava mais alto, foi sempre ir jogar a bola, tocar as campainhas, ficar até tarde na conversa, ir ao cinema em grupo.

Hoje tudo se sabe, tudo se vê, tudo se coloca em público, tudo fica exposto, tudo… colocando as pessoas em mais risco… O facto de tudo se saber faz com que a nossa vida seja escrutinada, debatida, analisada, criticada com a nossa permissão.

Para que?  

Ter infinitos amigos nas redes sociais apenas serve de troféu para demostrar que estamos a transformar nos em seres virtuais… em que o contacto humano deixa de ter significado e tudo se faz pela Web.

No meu tempo tinha meia dúzia de Amigos e muitos conhecidos mas com os Amigos contava a 200% e eles em mim, o elo, a ligação era sem igual. Éramos parceiros, cúmplices, irmãos de 
brincadeiras.

Mesmo com o passar dos anos ainda tenho esses amigos, amigos desde os 7 anos, amigos que são eternos e que não precisam de um Like, de um ok numa foto, de um SMS… Amigos que quando os vejo, parece que estivemos sempre juntos e estamos juntos a toda hora.
Mesmo com as nossas vidas, mesmo com as nossas famílias, mesmo com tudo o que envolve um individuo estamos juntos. Um Telefonema, uma visita, um recordar dos tempos de criança… Uma vida.

Afinal sem estas experiencias, como o ser Humano se pode formar em relações sociais e poder aprender o que é a vida em sociedade e como funciona o mundo real. A ligação com outros seres num frente a frente libertador e emocionante em que tudo é uma evolução constante.

Ser um bicho social… ou ser socialmente um bicho… eis a questão.